sábado, 17 de setembro de 2011

Da série CARTAS: Procura-se


     Cartas a uma pessoa muito querida.

______________________________________________________


     Pensei muito sobre a pergunta do ultimo sábado(...).
     Quer mesmo saber? Eu não sei, eu só sei da minha busca.
     Estou a procura de algo interior. Não algo interior em ti, ou em mim, mas algo interior partilhável. Algo que seja 1, somente quando for 2. Algo que seja completo só quando for compartilhado. Entende? Busco a unidade de 2.
     Eu não busco ficar ‘maior e melhor’ COM alguém. Sim eu quero crescer, mas interiormente, e AO LADO de alguém. Quero redescobrir o que é passar horas olhando o céu e ver beleza nele, e não achar banal, como tem sido. Quero me emocionar com a beleza das estrelas, por elas me fazerem lembrar a beleza interior de alguém. Quero voltar a me pegar pensando em alguém (como tenho pensado em ti) e me perceber sorrindo, distraída. Quero voltar a ser quem eu era, me resgatar, e com você, vejo que isso, não só é possível, como vai além.
     Você desperta algo bom em mim.
     Que isso não tenha fim.

 Sorriso lindo de quem recebeu a carta. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O infinito somos nós.

         Ainda me pergunto muito sobre o quanto a finitude interfere na vida das pessoas. Acabo por sempre dormir no processo de pensamento-pré-sono. Hoje resisti!
         Enquanto vivemos o infinito somos nós! E só quando não mais estamos aqui, que somos finitos. Entende? Só percebemos nossa finitude quando vemos a finitude do outro tornarsse finita, de vez.
         Quando participamos ativamente e intensamente da nossa finitude, somos infinitos.
         Na verdade, não há nada infinito. Talvez por essa busca do que não tenha fim, final, finitude, tenha esse desejo tão marcado em mim.
         Mas volto a afirmar: somos, na nossa finitude, o infinito.
         Nós, e só nós, somos o infinito que procuramos em tudo. E contra as barreiras da finitude, só muito reconhecimento ao feito na finitude, pra tornar-nos infinitos a todos.
         No mais, o infinitos somos nós.