segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Da série CARTAS: Duas estrelas.

Escrevo sempre aos meus queridos. Aqui, compartilho com todos os sentimentos em forma de palavras.
Essa é uma carta recente a uma pessoa linda que 'descobri' esse ano.
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Quase nunca reparam o brilho das estrelas. Em particular, olho sempre que posso, e fico deslumbrada com tamanha beleza.

                                                          DUAS ESTRELAS


              Nem sempre todas estrelas são visíveis. Há algumas maiores, de brilho intenso; algumas outras "mirradinhas", que brilham menos; ainda outras, que mal conseguimos enxergar.
              Sinto-me uma pequena estrela, que nem sempre brilha, ou mesmo, que esquece de brihar. Vejo você como uma grande estrela, que brilha muito, mas não sabe do brilho que tem.
              Não me importo em não brilhar  muito, pois ao ver grandes estrelas, miro-me nelas e tento ser melhor. Ao ver estrelas tão brilhantes vejo exemplos. Vejo vida. E não me importo em não brilhar como elas, pois o brilho delas também me fascina.
              Lembro-me agora de um trecho da música 'Brilha onde estiver', da banda O teatro mágico, que diz: brilha onde estiver, faz da lágrima o sangue que nos deixa de pé. Não posso deixar de pensar em você ao ouvi-la.
              Depois de tanta sintonia, adquirida com a pequena convivência e enorme confiança, sei dos seus sonhos e suas dores, e não posso deixar de te querer sempre bem, sempre forte; querer sempre o seu melhor.
              Que as lagrimas que ousarem cair sejam sua força, sua vontade de viver e ser feliz.
              Que seu brilho nunca se apague; muitos precisam dele e fazem dele um exemplo.
              Que essa nova etapa, que hoje se inicia, seja a melhor, e que se assim for, nunca se acabe.
              Que sempre possamos ter uma a outra, e que isso, seja maior que toda saudade existente e insistente.

               Seja feliz.


Ps.: Obrigada por ser intensidade, sensibilidade, apoio e exemplo.
Te amo.




Aqui os olhinhos da pessoa linda que recebeu a carta *_*

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

MEDICINA

    Reparo em todos estudantes de medicina uma grande semelhança: estresse.
    Muitos anos de estudos, antes mesmo da faculdade. Duvidas, medos, incertezas.
    Maior semelhança ainda é da alegria, que nem sei se carregam verdadeiramente, mas que enxergo sempre que falam do ofício, batalhado, estressante, preocupante, mas o ofício certo. Semelhante também a alegria em viver(intensamente), nas poucas horas que lhes restam, depois de tanto tempo reservado à estudos. Há neles um ar de satisfação grande em conhecer tanto o outro e si mesmo; em possibilitar vida a mais vidas; em poder estender a mão. Um ar de vida boêmia, dos intermeds. Um ar de dever cumprido ao pegar o diploma.
    Medicina ainda é inalcançável para muitos mortais, mas concluo que, todo sonho é feito de sacrifícios.