sexta-feira, 8 de abril de 2011

Da série PASSADO: Trinta e um de julho.

Eu poderia postar sobre qualquer coisa, mas me sentiria mal se
me portasse de outro jeito.
Esse texto foi escrito por mim faz 2 anos, e hoje ele volta a ter sentido.

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         TRINTA E UM DE JULHO


         Hoje te levei flores, não sou de fazer isso, mas hoje foi um dia especial,
eu estava me despedindo de você. 
         Hoje eu não deveria, mas as lágrimas vieram como um pássaro, calmamente, 
e foram ficando, tomando conta dos olhos que antes brilhavam ao somente escutar
tua voz, dos olhos da tua garota.
         Hoje é o dia que vou recordar para o resto da vida, como o SEU dia, 
como o dia em que te vi partir, mesmo que seja sem me dar adeus.
         Enfim, hoje é o dia da sua menina brilhar os olhos de novo, porém dessa vez, 
por causa de lágrimas que insistem em cair, pela dor que a saudade traz.
         Hoje é o dia, é o seu dia.
         Adeus!
 


domingo, 3 de abril de 2011

Da série PASSADO: Pensamentos rotineiros

          Como comentei no primeiro post, desde que encerrei meu primeiro blog, continuo escrevendo, porém, sem postar em um lugar específico. Por isso, vou publicar aqui, um pouco do meu passado pra vocês.
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    Caio F. disse 'o caminho é in, não off'. Aprendi!


Eu tenho dito tanto sobre saudade e ninguém tem dito nada a mim. Eu tenho dito tanto, mas tenho dito a mim mesmo. Sem ouvintes, ou parte interessada.
Tenho dito sobre amores, mas eu sequer sei o que é isso. Não sei a dimensão disso.
Tenho dito, e ninguém tem ouvido. Tenho dito às paredes, ou gritado a alguém em um sonho ruim.
Tenho dito tanto sobre mim que o interesse por mim acabou. Tenho dito tanto sobre você, que só bobo não percebe o interesse que há.
Tenho me cansado tanto com coisa que não vale a pena, que até as lágrimas já cansaram de descer. Ou talvez tenham perdido o caminho dos olhos, ou do coração.
Tenho dito tanto... E talvez, nem queira mesmo ser ouvida. Como sempre, qualquer migalha de atenção me sustentará.
Tenho precisado de um alguém, mas todo alguém que conheço, já se ocupa com outro alguém. Me torno um alguém sozinho.
Tem me faltado o calor dos sentimentos. A ardência, na verdade. E o sentimento que me atormenta, me deixa mais fria estar.
Tenho me cobrado tanto, que não tenho permitido nenhuma lagrima molhar meu rosto.
Tenho tido medo de falar sobre amor, ou de senti-lo. Tenho sido algo que não sou.
Tenho precisado de lenços, por que qualquer dia o frio acabará, e uma chuva cairá. Dos meus olhos.

Ana Clara C. Gonçalves